Quem é bom dá para quem vive
Quem ama vive para dar
Quem é bom suporta a ofensa
Quem ama esquece-a
Quem é bom compadece
Quem ama ajuda
Quem é bom começa e acaba
Quem ama começa para não mais acabar
Quem é bom faz o que pode
Quem ama pode o que parece impossível
Quem é bom perdoa os erros
Quem ama não deixa errar
Quem é bom ajuda quando está perto
Quem ama está sempre perto para ajudar
Quem é bom também ama
Quem ama sempre é bom
Quem é bom atende as necessidades
Quem ama necessita de atender
Quem é bom não faz mal a ninguém
Quem ama faz o bem a quem faz mal
Quem é bom vê as condições para dar
Quem ama dá sem condições
Quem é bom é como Deus o fez
Quem ama faz como Deus quer
Quem é bom cansa-se às vezes
Quem ama nunca descansa
Quem é bom vê o homem que pede
Quem ama vê no homem Deus que pede
(Autor desconhecido)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Hoje eu pensei em você
Hoje, pus-me a recordar as minhas amizades mais preciosas. Sou uma pessoa feliz: - Tenho mais amigos do que imaginava. É o que demonstram. É o que sinto por todos eles. E é o que Deus me dá!!
Vejo o brilho nos seus olhos, o sorriso espontâneo e a alegria que sentem ao me ver. E eu também sinto paz e alegria quando os vejo. E quando conversamos no riso, ou na seriedade, sinto que eles apontam para Deus, que eles tem Deus nos seus corações...até mesmo quando não acreditam Nele...
Hoje, pensei nos meus inúmeros amigos e amigas, entre eles você apareceu. Você não estava em cima,nem abaixo, nem no meio. Não encabeçava, nem concluía a lista. Não era o número um, nem o número final. O que eu sei é que se destacava por alguma qualidade que conseguiu transmitir e com a qual , eu vejo Cristo em ti, só sei que você é muito especial.
E eu também não tenho a pretensão de ser o primeiro, o segundo ou o terceiro da tua lista, nem me importo se for o último. Basta que me queiras como amigo.
Não se preocupe com o lugar que você tem no meu coração, nem eu com o lugar que tenho no seu. Sei que você está lá e sei que Deus me deu você de presente... Pura e simplesmente somos amigos.
E fiz o que todo amigo deve fazer: orei por Você. E era uma prece de gratidão. Você qualificou a minha vida.
Que Jesus possa abençoá-lo meu amigo.
É muito bom poder chamar-te de amigo!
Realmente eu orei, rezei, pensei... não importa o nome que você vai dar. O importante é que parei por um momento e pensei em você...
Te mando este presente: Sarah Mclachlan - In The Arms Of The Angel

Vejo o brilho nos seus olhos, o sorriso espontâneo e a alegria que sentem ao me ver. E eu também sinto paz e alegria quando os vejo. E quando conversamos no riso, ou na seriedade, sinto que eles apontam para Deus, que eles tem Deus nos seus corações...até mesmo quando não acreditam Nele...
Hoje, pensei nos meus inúmeros amigos e amigas, entre eles você apareceu. Você não estava em cima,nem abaixo, nem no meio. Não encabeçava, nem concluía a lista. Não era o número um, nem o número final. O que eu sei é que se destacava por alguma qualidade que conseguiu transmitir e com a qual , eu vejo Cristo em ti, só sei que você é muito especial.
E eu também não tenho a pretensão de ser o primeiro, o segundo ou o terceiro da tua lista, nem me importo se for o último. Basta que me queiras como amigo.
Não se preocupe com o lugar que você tem no meu coração, nem eu com o lugar que tenho no seu. Sei que você está lá e sei que Deus me deu você de presente... Pura e simplesmente somos amigos.
E fiz o que todo amigo deve fazer: orei por Você. E era uma prece de gratidão. Você qualificou a minha vida.
Que Jesus possa abençoá-lo meu amigo.
É muito bom poder chamar-te de amigo!
Realmente eu orei, rezei, pensei... não importa o nome que você vai dar. O importante é que parei por um momento e pensei em você...
Te mando este presente: Sarah Mclachlan - In The Arms Of The Angel

segunda-feira, 19 de abril de 2010
Profeta - sobre o casamento
E quanto ao casamento, Mestre?
E ele respondeu, dizendo:
Nascestes juntos, e juntos ficareis para sempre.
Estareis juntos quando as asas brancas da morte acabarem com os vossos dias.
Ah, estareis juntos mesmo na memória silenciosa de Deus.
Mas que haja espaços na vossa união e que os ventos celestiais possam dançar entre vós.
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor uma prisão;
Deixai antes que seja um mar ondulante entre as margens das vossas almas.
Enchei a taça um do outro mas não bebais de uma só taça.
Parti o vosso pão ao meio mas não comais do mesmo pão.
Cantai e dançai juntos, mas deixai que cada um de vós fique sozinho.
Como as cordas de uma lira estão sozinhas embora vibrem ao som da mesma música.
Entregai os vossos corações mas não ao cuidado um do outro.
Pois só a mão da Vida pode conter os vossos corações.
E ficai juntos mas não demasiado juntos:
Pois os pilares do templo estão afastados, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.

E ele respondeu, dizendo:
Nascestes juntos, e juntos ficareis para sempre.
Estareis juntos quando as asas brancas da morte acabarem com os vossos dias.
Ah, estareis juntos mesmo na memória silenciosa de Deus.
Mas que haja espaços na vossa união e que os ventos celestiais possam dançar entre vós.
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor uma prisão;
Deixai antes que seja um mar ondulante entre as margens das vossas almas.
Enchei a taça um do outro mas não bebais de uma só taça.
Parti o vosso pão ao meio mas não comais do mesmo pão.
Cantai e dançai juntos, mas deixai que cada um de vós fique sozinho.
Como as cordas de uma lira estão sozinhas embora vibrem ao som da mesma música.
Entregai os vossos corações mas não ao cuidado um do outro.
Pois só a mão da Vida pode conter os vossos corações.
E ficai juntos mas não demasiado juntos:
Pois os pilares do templo estão afastados, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.

sexta-feira, 16 de abril de 2010
A ÁGUIA E A GALINHA
Em meados de 1925, o Ganês James Aggrey havia participado de uma reunião de lideranças populares na qual se discutiam os caminhos da libertação do domínio colonial inglês. As opiniões se dividiam.
Alguns queriam o caminho armado. Outros, o caminho da organização política do povo, caminho que efetivamente triunfou sob a liderança de Kwame N´Krumah. Outros se conformavam com a colonização à qual toda a áfrica estava submetida. E havia também aqueles que se deixavam seduzir pela retórica dos ingleses. Eram favoráveis à presença inglesa como forma de modernização e de inserção no grande mundo tido como civilizado e moderno.
James Aggrey, como fino educador, acompanhava atentamente cada intervenção. Num dado momento, porém, viu que líderes importantes apoiavam a causa inglesa. Faziam letra morta de toda a história passada e renunciavam aos sonhos de libertação. Ergueu então a mão e pediu a palavra. Com grande calma, própria de um sábio, e com certa solenidade, contou a seguinte história:
“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei cimo galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…”
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

Alguns queriam o caminho armado. Outros, o caminho da organização política do povo, caminho que efetivamente triunfou sob a liderança de Kwame N´Krumah. Outros se conformavam com a colonização à qual toda a áfrica estava submetida. E havia também aqueles que se deixavam seduzir pela retórica dos ingleses. Eram favoráveis à presença inglesa como forma de modernização e de inserção no grande mundo tido como civilizado e moderno.
James Aggrey, como fino educador, acompanhava atentamente cada intervenção. Num dado momento, porém, viu que líderes importantes apoiavam a causa inglesa. Faziam letra morta de toda a história passada e renunciavam aos sonhos de libertação. Ergueu então a mão e pediu a palavra. Com grande calma, própria de um sábio, e com certa solenidade, contou a seguinte história:
“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei cimo galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…”
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

quarta-feira, 14 de abril de 2010
SOLIDÃO
SOLIDÃO não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo.... Isto é carência.
SOLIDÃO não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar.. Isto é saudade.
SOLIDÃO não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio. . . .
SOLIDÃO não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsivamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
SOLIDÃO não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
SOLIDÃO é muito mais do que isto.
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma.
~Francisco Buarque de Holanda

SOLIDÃO não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar.. Isto é saudade.
SOLIDÃO não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio. . . .
SOLIDÃO não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsivamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
SOLIDÃO não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
SOLIDÃO é muito mais do que isto.
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma.
~Francisco Buarque de Holanda

terça-feira, 6 de abril de 2010
As pessoas que não ouvem
Você deve conhecer uma ou mais delas. São aquelas pessoas com quem você está conversando e – de repente – você percebe que elas não estão te ouvindo. Sim, porque na primeira vírgula, na primeira pausa, ela entra noutro assunto, geralmente falando de si mesma. Tenho um amigo, aliás uma pessoa muito famosa, que ficou uns três anos sem ouvir, sem prestar a mínima atenção nos outros. Fomos nos afastando dele. Agora, que se separou da esposa, passou a ouvir. Não estou querendo dizer que os casados não ouvem. Longe de mim. O caso ali é específico.
As pessoas que não ouvem, não são surdas. Elas escutam, mas não ouvem. Será que eu estou sendo claro? Você fala com elas e percebe que o olhar que deveria estar te mirando, tá longe. Sabe-se lá onde.
Pois eu resolvi o problema. Descobri que as pessoas que não ouvem, só não ouvem ao vivo. Mas se você telefonar, elas te escutam, te ouvem, enfim, falam com você. Não sei qual é a mágica do telefone para fazer trazer aquelas pessoas à nossa realidade e ao nosso mundo. Aí passei a só falar com este tipo de gente por telefone. Se a ligação for interurbana, ele ouve mais ainda.
Acho que é isto: quanto mais longe você está, mais ele presta atenção. Sim, porque quando você está perto ele não te ouve e nem te vê. Mas, não te vendo, ao telefone te ouve. Será que o Bell e o Freud chegaram a pensar nisso um dia?
Você entendeu, ou não ouviu nada do que eu disse?
-----------------------------------------------------
Fui descobrir este artigo quando recebi um email duma pessoa que considerava amiga que, não ligando ao que eu escrevi, me responde num diálogo de surdos, afirmando coisas contrárias ao combinado e ao questionado por mim. Quando lhe respondo apontando o facto e reforçando os meus argumentos, responde-me que, para ela, estava tudo bem assente, que eu passasse por lá para escutar o seu ponto de vista. Farto de ouvir as suas queixas declinei o convite e desfiz a prevista parceria com um pessoa que não ouve, não lê, nem discute ou negoceia, só quer se queixar.
Perguntei ao Google "porque as pessoas não se ouvem" e a explicação convenceu-me: porque não querem, fecharam o seu coração, centraram-se no seu ego, cortaram as pontes com os outros. Esta semana duas mães de adolescentes quiseram a minha ajuda para conseguir dialogar com as filhas, ambas adolescentes e que eu não conheço. Queixam-se que as filhas não as ouvem (literalmente, põe fones para marcarem até a sua posição), mas será que as mães ouvem as filhas?
"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O facto é que quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam de gritar para poderem escutar-se mutuamente." ~ Gandhi
Pela mesma razão ficamos surdos, desatentos à dor, ao sofrimento ou até ao raciocínio do outro. Excepto quando nos telefona :)

As pessoas que não ouvem, não são surdas. Elas escutam, mas não ouvem. Será que eu estou sendo claro? Você fala com elas e percebe que o olhar que deveria estar te mirando, tá longe. Sabe-se lá onde.
Pois eu resolvi o problema. Descobri que as pessoas que não ouvem, só não ouvem ao vivo. Mas se você telefonar, elas te escutam, te ouvem, enfim, falam com você. Não sei qual é a mágica do telefone para fazer trazer aquelas pessoas à nossa realidade e ao nosso mundo. Aí passei a só falar com este tipo de gente por telefone. Se a ligação for interurbana, ele ouve mais ainda.
Acho que é isto: quanto mais longe você está, mais ele presta atenção. Sim, porque quando você está perto ele não te ouve e nem te vê. Mas, não te vendo, ao telefone te ouve. Será que o Bell e o Freud chegaram a pensar nisso um dia?
Você entendeu, ou não ouviu nada do que eu disse?
-----------------------------------------------------
Fui descobrir este artigo quando recebi um email duma pessoa que considerava amiga que, não ligando ao que eu escrevi, me responde num diálogo de surdos, afirmando coisas contrárias ao combinado e ao questionado por mim. Quando lhe respondo apontando o facto e reforçando os meus argumentos, responde-me que, para ela, estava tudo bem assente, que eu passasse por lá para escutar o seu ponto de vista. Farto de ouvir as suas queixas declinei o convite e desfiz a prevista parceria com um pessoa que não ouve, não lê, nem discute ou negoceia, só quer se queixar.
Perguntei ao Google "porque as pessoas não se ouvem" e a explicação convenceu-me: porque não querem, fecharam o seu coração, centraram-se no seu ego, cortaram as pontes com os outros. Esta semana duas mães de adolescentes quiseram a minha ajuda para conseguir dialogar com as filhas, ambas adolescentes e que eu não conheço. Queixam-se que as filhas não as ouvem (literalmente, põe fones para marcarem até a sua posição), mas será que as mães ouvem as filhas?
"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O facto é que quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam de gritar para poderem escutar-se mutuamente." ~ Gandhi
Pela mesma razão ficamos surdos, desatentos à dor, ao sofrimento ou até ao raciocínio do outro. Excepto quando nos telefona :)

quinta-feira, 1 de abril de 2010
PORQUE RESISTIMOS À MUDANÇA?
“MILHO DE PIPOCA QUE NÃO PASSA PELO FOGO CONTINUA A SER MILHO PARA SEMPRE.”
Assim acontece com a gente.As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo, o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vou morrer.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. É como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito de elas serem. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém!
Seu destino é? ...
O Lixo
________________________________________
Nota:
Quando resistimos às mudanças que sabemos necessárias para obter os nossos desejos, estamos a dar ao nosso génio da lâmpada sinais contraditórios. Não há almoços grátis, temos de pagar o preço das nossas opções, sair da nossa zona de conforto.
* "Se você projectar as mesmas imagens todos os dias, sua realidade será a mesma todos os dias"~Deepak Chopra
* "Não há nada com mais evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes" ~Einstein
* Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." ~Fernando Pessoa
________________________________________
APLICAÇÃO:
Quando tiverem uma dor emocional para resolver e observarem uma resistência ao fogo, um "piruá" no vosso interior, façam a si próprios as seguintes perguntas, e a cada resposta que vos ocorrer, em que notem emoção negativa, façam EFT :
• O que este problema me faz lembrar ? .............. (tratem o que vos ocorrer)
• O que este problema me faz sentir ? .................(idem)
• O que ganho com este problema ? .......................(idem)
• Porque ainda resisto a tratar este problema ? ..(idem)
Depois de vencerem (zerar) essa resistência ao fogo, à mudança, verão que o problema deixa de existir.
"O que resiste, persiste"~ Lao Tsé
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